O guarda-redes Vozhinha, herói da histórica campanha de Cabo Verde no Mundial de 2026, admitiu estar a lutar com a fama que conquistou. O jogador de 40 anos afirmou que, se tivesse a escolha, preferiria a vida tranquila que tinha antes do torneio.
"Perdi a minha paz e tranquilidade", disse Vozhinha. O guarda-redes explicou que a sua rotina mudou radicalmente desde que ajudou as Ilhas a alcançar pela primeira vez os oitavos-de-final. A sua atuação no empate a zero com Espanha no jogo inaugural do Mundial catapultou-o para o estrelato, culminando numa nomeação para o prémio de Guarda-redes do Ano no Ballon d’Or.
O preço da exposição
Vozhinha detalhou como a falta de privacidade se tornou uma constante. "Agora saio, vou a um restaurante, e há sempre alguém que quer tirar uma foto comigo ou pede um autógrafo.", contou. Este assédio constante levou-o a uma conclusão franca: "Para ser honesto, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que tinha antes, escolheria a que tinha antes".
O impacto da fama estende-se também à sua família em Cabo Verde. A mãe do guardião, que inicialmente não conseguiu um visto para o ver jogar nos Estados Unidos, viu a sua situação resolvida após uma campanha nas redes sociais. Agora, adeptos visitam a casa dela diariamente, uma situação com a qual Vozhinha, ausente, diz não conseguir ajudar.
Carreira em movimento
Após o Mundial, Vozhinha assinou pelo clube chileno Colo-Colo, depois de ter passado por equipas em Portugal, Chipre e Eslováquia.
Enquanto o guarda-redes se adapta a esta nova fase, a seleção prepara-se para o próximo desafio. Cabo Verde recebe a Libéria a 11 de novembro, num encontro que marcará o regresso ao futebol competitivo. A equipa chega a este compromisso com um registo de uma vitória, três empates e uma derrota nos últimos cinco jogos, incluindo um revés por 3-2 frente à Argentina a 3 de julho. Pode consultar o calendário completo da seleção na nossa página de jogos e acompanhar a evolução da equipa nos estatísticas.
O foco de Vozhinha estará agora dividido entre a integração no novo clube e a preparação para defender a baliza nacional no próximo ciclo. A sua experiência serve como um alerta sobre o lado menos visível do sucesso desportivo no palco mundial.
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