O guarda-redes da seleção de Cabo Verde, Vozinha, afirma que a fama global que conquistou no Mundial de 2026 lhe custou a sua paz pessoal. O veterano de 40 anos, cujas defesas foram cruciais para o empate 0-0 com a Espanha e a qualificação para os oitavos de final, disse que preferiria a vida que tinha antes do torneio.

Vozinha tornou-se uma figura internacional após as suas exibições na Copa do Mundo na América do Norte, que catapultaram o seu perfil no Instagram para mais de milhões de seguidores. No entanto, o custo pessoal foi elevado. «Perdi a minha paz e tranquilidade. Já não tenho privacidade nenhuma, ou pelo menos muito menos do que tinha», afirmou o guarda-redes. A sua transferência de verão para o Colo-Colo do Chile, onde já manteve duas clean sheets em três jogos, não alterou esta nova realidade de atenção constante.

A rotina do jogador foi invadida por pedidos de autógrafos, fotografias e filmagens sempre que sai em público. «Para ser honesto, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que tinha antes, escolheria a que tinha antes», garantiu Vozinha. As suas declarações surgem num momento em que Cabo Verde ocupa a 2.ª posição no grupo do Mundial com 3 pontos, a apenas quatro pontos da líder Espanha, e se prepara para o próximo desafio qualificativo frente à Libéria, em casa, a 11 de novembro.

O legado da campanha histórica permanece, com a equipa a ter levado a Argentina de Lionel Messi ao prolongamento nos oitavos de final, antes de sucumbir por 3-2 a 3 de julho. A forma recente (1V-3E 1D) mostra uma equipa resiliente, e os adeptos podem consultar o calendário completo de jogos na nossa página de fixtures e a classificação atual em standings. Para Vozinha, contudo, o preço da glória foi a perda do anonimato que outrora valorizava.

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